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sexta-feira, 20 de julho de 2012

Os Celtas - Parte Vl - Culhwch e Olwen


Logo que Culhwch nasceu, sua mãe adoeceu e fez o marido jurar que não se casaria novamente, a não ser que nascesse uma roseira de dois botões em seu tumulo. Tempos depois, a rainha morreu.

Anos depois, a roseira floriu em seu tumulo, e seu marido, o rei Celyddon casou-se com a viúva do rei Doged.  Ela fez com que Culhwch jurasse se casar com Olwen, da corte de Arthur.

-Eu ainda não estou em idade de casar – Respondeu Culhwck

- Declaro ser seu destino casar-se com Olwen, filha de Yspaddaden Penkawr(Em Irlandês equivale a Balor, o avô de Lugh)

Isso fez Culhwch, corar de amor, mesmo nunca ter visto Olwen.


O pai vendo a agitação do filho, perguntou o que havia, e depois de explicado, seu pai recomendou que ele fosse falar com seu primo Arthur.


Então, Culhwch foi até a corte do rei Arthur, e pediu a ele Olwen,  Arthur nunca tinha ouvido falar dela, então mandou os homens procurarem.


Um ano depois, os homens regressaram sem sucesso, e Culhwch ficou muito triste, e quis ir embora porém, Kay, um dos melhores soldados de Arthur, insistiu para ele ficar e procurar novamente.


Para acompanha-lo Arthur selecionou:


Kay, juntamente com Bedwir, são os heróis mais fortes que a corte do rei Arthur tem, apenas perdem para Arthur.


Arthur, vendo a tristeza do primo,  chamou Gwyar,  seu sobrinho e herdeiro do trono, que sabia falar a linguagem dos homens e dos animais, e nunca regressava a uma missão sem ter cumprido-a.


Kynddelig seria o líder da expedição, pois conhecia todos os lugares, mesmo sem ter ido a todos.


E também Menw, que podia lançar encantamentos para ficarem invisíveis perante os inimigos.


Os heróis cavalgaram durante dias, até que acharam uma planície, aonde se localizava um lindo castelo, que quanto mais se aproximaram, ele era coberto por uma misteriosa bruma.


No caminho viram um pastor gigante pastoreando ovelhas, que disse que se eles entrassem no castelo, jamais sairiam vivos.


O nome do pastor era Custennin, irmão de Yspaddaden Penkawr, pai de Olwen, imediatamente, Culhwch ofereceu um anel de ouro pela informação. Custennin os levou para cabana, e deu seu anel a sua esposa.

O pastor e sua mulher serviram o jantar, logo após perguntaram sobre Olwen,  ela vem aqui todos os sábados para lavar os cabelos, mas vocês tem que me prometer que não farão mal a ela, ela é a mulher mais bonita do reino. - disse o pastor


Sim, prometemos, respondeu os homens, assim uma mensagem foi enviada até lá.


A moça então chegou ao vale com um lindo vestido de seda, da cor do fogo, uma gola de ouro avermelhado contornado de esmeraldas, com seus lindos cabelos cor-de-ouro.  Quando ela andava surgiam flores brancas, por isso o nome Olwen(rastro branco).


Culhwch declarou seu amor por Olwen, que logo retribuiu, porem antes de casar-se com ela, Culhwch teria que executar algumas tarefas determinadas pelo seu pai.


Então Culhwch chegou ao castelo e se apresentou ao pai de Olwen. Porém, quando Yspaddaden Penkawr o viu, falou para irem embora, que ele daria a resposta no dia seguinte, porém quando se viraram, o rei lançou um dardo envenenado nas costas de Culhwch, devolvendo o dardo ao joelho do rei. O rei gritava - é assim que meu genro me trata?  continuou "Vou coxear eternamente por causa da sua rudeza, maldita seja a bigorna do ferreiro que forjou esse dardo!"

Voltaram para a casa do gigante, e no outro dia voltaram, foram ver qual a decisão do pai de Olwen, ele decidiu que teria que pedir permissão aos quatro bisavós de Olwen. Quando se viraram, ele jogou outro dardo, atingindo as costas, porém agora foi Menw quem devolveu, acertando seu peito. Disse "Uma praga eu rogo a esse genro sem coração!”, e disse: - "Agora não poderei mais subir a colina por causa da dor no peito, maldita seja a bigorna do ferreiro que forjou esse dardo!"

Em um outro dia compareceram ao rei, que jogou outro dardo, esse Culhwch pegou no ar e jogou, acertando em seu olho. "Nunca mais enxergarei como antes, por causa da insolência do meu genro." E disse: - "Maldita seja a bigorna do ferreiro que forjou esse dardo!"

Depois disso se sentaram na mesa para jantar, então, o rei disse a Culhwch, se você quer casar com minha filha, prometa que nunca irá ofende-la injustamente. E, depois disso você deve me prometer que vai trazer o que eu pedi.

- Me diga seu pedido - Respondeu Culhwch

Há anos minha barba e meu cabelo não são cortados, porem o unico pente e navalha que farão o serviço se encontram  entre as orelhas do javali Twrch Trwyth. Será impossível sem a ajuda de Mabom, Nesse momento é preciso saber sua localização,  e apenas Eidoel, seu primo poderá encontra-lo.

Então Culhwch e seus homens partiram em busca de Eidoel, com a ajuda de uma ave encantada, o o melro de Cilgwri, que com a ajuda de Gwrhyr, perguntou-lhe:

Diga-nos onde esta Mabon, que foi roubada de sua mãe nas primeiras noites de vida.

Há um tempo havia uma bigorna que a transformei, com meu bico, do tamanho de uma nóz. Porém nunca ouvi falar de Mabon, mas há uma raça de animais que nasceram antes de mim, vou leva-los até eles.


- "Viemos até aqui, grande ser sagrado, pois não há nenhum animal mais velho que você, portanto, diga-nos onde podemos encontrar Mabon, o Caçador?" Perguntou Gwrhyr.

- Aqui nunca cresceu nenhuma arvore, mais uma vez cresceu um carvalho, vi ela crescer, porem nunca ouvi falar de Mabon, vou leva-los até algum animal mais velho que eu.


Então ele os levou até a coruja de Cwn Cawlwyd.

- "Viemos até aqui, grande ser sagrado, pois não há nenhum animal mais velho que você, portanto, diga-nos onde podemos encontrar Mabon, o Caçador?" Perguntou Gwrhyr.


-Quando vim até aqui pela primeira vez, esse vale era todo arborizado, depois veio a raça humana e destruiu tudo. Os homens sempre o procuraram, mais vou levar você a um animal mais velho, a águia de Gwern Abwy.

Cheguei aqui ha eras - disse a águia - Esse rochedo era tão alto que podia bicar as estrelas em cima dele, hoje em dia ele tem apenas um palmo de altura. Durante esse tempo nunca ouvi falar de Mabon. Mas ha muito tempo fui agarrar um salmão nas águas de Llyn Llyw, ele me agarrou e eu consegui escapar, e hoje nos tornamos amigos. Vou levar vocês até o salmão.

Vim visita-lo, velho amigo, esses são homens da corte de Arthur e estão a procura de Mabon.

-Posso dizer que testemunhei muitos fatos, venha comigo para averiguar o que eu vi. Aos pulos percorreu as águas geladas, até que chegaram em um castelo, onde ecoavam gritos de uma masmorra.


-Quem chora tanto dentro dessa prisão de pedra? - Perguntou Gwrhyr.

-Sou eu, Mabon, filho de Modron - Respondeu o Prisioneiro.

Os homens então libertaram Mabon, que fugiu nas costas do Salmão.

Logo após, Arthur, convocou todos da ilha para capturar o javali, que vivia na irlanda. Então começou a caçada, soltaram os cachorros que foram atrás do javali, que fugiu para o País de Gales.

Porém logo foi capturado por Mabon, que juntamente com Kay, apanhou a navalha e o pente de ouro.

O javali desapareceu pelos mares e nunca mais foi visto.

Voltaram para o castelo, e a barba e o cabelo do rei foram cortados. -Sua barba e cabelos estão bem feitos?   -Perguntou Culhwch. - Sim, estão. E minha filha agora é sua, porém você nunca teria conseguido sem Arthur, Mas você nunca teria desistido por minha vontade. - Respondeu o rei.

Então agora morro ao perde-la - respondeu Culhwch.

Enfim, essa é a História de Culhwcn e Olwen

Octo Ewen Chliste

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